A Federação Nacional da Educação (FNE) convocou para a próxima terça-feira, dia 21 de maio, pelas 14h30m, em Lisboa, uma reunião extraordinária do Secretariado Nacional, para apreciar as ações que, na reunião de associações sindicais de professores ocorrida no dia 16 de maio, mereceram um amplo consenso.
1. O Governo acaba de anunciar a intenção de produzir legislação que, nos termos que são conhecidos, constitui um agravamento intolerável das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores da administração pública, para além de integrar uma alteração significativa das condições de acesso à aposentação.(...)
A Federação Nacional da Educação acusou o Governo de ter como opção "forçar o limite da austeridade" e afirmou que o aumento do horário de trabalho vai levar a que "muitos professores sejam considerados excedentários", algo "totalmente inaceitável".
A contínua e imparável insensibilidade do Governo, ora reforçada com as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, leva o país, os trabalhadores da Administração Pública, os reformados e os pensionistas ao precipício de que se desconhece o fundo
Centenas de Trabalhadores da Educação responderam à chamada e neste 1º de Maio iniciaram as comemorações de forma diferente. Vindos de vários pontos do país rumaram a Lisboa, e começaram as celebrações do Dia do Trabalhador com uma concentração em frente ao Ministério da Educação e Ciência (MEC), para dizer basta aos cortes cegos na Educação e reclamar uma verdadeira aposta no setor, como estratégia para o desenvolvimento económico de Portugal.
No passado dia 14 de maio, a FESAP, reuniu com o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, para discutir, entre outras questões, o anteprojeto de proposta de Lei que pretende revogar a atual sistema de mobilidade especial e instituir o sistema de requalificação profissional da Administração Pública. No final do encontro foi produzido um comunicado onde a FESAP contesta a intenção do Governo de através do sistema de requalificação profissional pretender atingir um objetivo mais amplo de despedir trabalhadores da Administração Pública. A FESAP garante tudo fazer para combater estas medidas. As negociações prosseguem na próxima semana.
A FESAP reuniu no dia 6 de Maio, no Ministério das Finanças, em Lisboa, com o Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, num encontro que serviu apenas para confirmar as medidas anunciadas pelo Primeiro-ministro na passada sexta-feira, e no qual a Federação manifestou a sua preocupação e profunda discordância face a medidas que considera inaceitáveis e fortemente penalizadoras para os trabalhadores.