|||| Trabalhadores da Administração Pública em concentração junto ao Ministério das Finanças

Trabalhadores da Administração Pública em concentração junto ao Ministério das Finanças

Trabalhadores da Administração Pública em concentração junto ao Ministério das Finanças

14-2-2019

Trabalhadores da Administração Pública, dirigentes, delegados e ativistas sindicais da Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP) e da Federação Nacional da Educação (FNE) manifestaram-se esta tarde numa concentração levada a cabo em frente ao Ministério das Finanças, em Lisboa e que contou a participação de João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE, José Abraão, Secretário-Geral da FESAP e Carlos Silva, Secretário-Geral da UGT. 

Com esta iniciativa, pretendeu-se demonstrar ao Governo o enorme descontentamento existente entre os trabalhadores da administração pública que se está a manifestar também através da greve que já está em curso, uma vez que os problemas identificados continuam sem solução e sem previsão de iniciativas negociais por parte do Governo para alcançar algum consenso.
A FNE e a FESAP quiseram com esta concentração e greve reforçar a ideia de que durante toda esta legislatura e em todos os orçamentos, desde 2016 até 2019, nunca se promoveu a justa valorização dos trabalhadores da administração pública. É por isso que existe e se justifica esta enorme insatisfação nos trabalhadores. 

Esta foi também uma ação para defender a inversão da trajetória de perda de poder de compra que os trabalhadores da Administração Pública têm sofrido e levar o Governo a abandonar a política de baixos salários, passando a adotar políticas de emprego que valorizem e dignifiquem os salários e as carreiras de todos os trabalhadores. 

É cada vez mais claro que a tutela não respeita e não tem valorizado os trabalhadores da administração pública, sendo por isso inevitável este protesto e esta greve que permite que os trabalhadores demonstrem a sua insatisfação pela situação em que se encontram.

Nesta concentração foi votada e aprovada uma Resolução que foi entregue pelos dirigentes sindicais presentes no Ministério das Finanças, a qual serviu para frisar, uma vez mais, as razões que conduziram à convocação desta grande jornada de luta, e instando o Governo a dar passos firmes e decididos no sentido da resolução das questões que mais preocupam os trabalhadores, retomando a normalidade há muito prometida. 

Nesta entrega do documento, o Secretário-Geral da FNE reforçou a ideia de que está nas mãos do Governo a pacificação do terceiro período de aulas, se o Ministério da Educação considerar reiniciar as negociações ainda durante o segundo período escolar para a recuperação do tempo de serviço de 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Esta foi assim uma grande jornada de luta que pretendeu chamar a atenção à opinião pública sobre os principais problemas que afetam os trabalhadores da Administração Pública, procurando igualmente o definitivo esclarecimento da diferença entre aumento salarial e progressão na carreira, afastando uma confusão que o próprio Executivo tem alimentado e que tem gerado interpretações injustas junto da população em geral e até de alguns setores da Administração Pública, tentando fazer crer que estão a ser dados aos trabalhadores do Estado benefícios que, na realidade, não são mais do que direitos que pura e simplesmente não têm sido respeitados.

 


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