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Onde pára o ministro da Educação?

Nota de imprensa | 18.nov.2020

Onde pára o ministro da Educação?

Comissão Permanente do SPZC aprova plano de ação que reforça presença junto dos docentes. Em sentido oposto (des)anda Tiago Brandão Rodrigues. Este responsável clama sobre questões fúteis do mundo do futebol, mas fecha-se em copas sobre os reais e gigantescos problemas que afetam professores,  escolas, alunos e famílias

 

Em reunião de Comissão Permanente realizada neste dia 17 de novembro, o SPZC aprovou por unanimidade o seu Plano de Ação e o Orçamento para 2021. Este documento, nas suas diversas rubricas e neste tempo complicado devido à Covid-19, contempla um grande esforço do Sindicato em criar as condições de utilização de todos os mecanismos digitais que visem estar mais próximo dos seus associados e dos professores. As regras de saúde pública impedem a presença física dos dirigentes em reuniões, plenários, seminários e outros eventos. A forma de contornar essa situação é deitar mão a todas as ferramentas digitais que aumentem a proximidade e reforcem o apoio aos docentes. O objetivo é estar na vanguarda do apoio presencial ou remoto a nível da área jurídica, da informação e do esclarecimento, da formação, da saúde e da sociocultural. Exemplo disso são os plenários online realizados e que continuarão a ser levados a efeito para os vários sectores de Ensino e da Educação.

 

Em sentido oposto à proximidade dos docentes e das escolas é o distanciamento da tutela, em especial de Tiago Brandão Rodrigues. O SPZC e a FNE não se têm poupado a esforços na recolha dos problemas que afetam os docentes e as escolas e no pedido de reuniões com o Ministério da Educação (ME) para o encontrar de soluções. O rol de problemas cresce dia a dia e a resposta é nenhuma.  O Governo teima em manter-se quedo e mudo em relação à clamorosa inexistência de proteção legal a médio e longo prazo para os grupos de risco. O ministro da Educação ocupa-se com questões fúteis e comezinhas do futebol, e afins, e não dá qualquer sinal, sequer de preocupação, para a sobrecarga de tarefas que ultrapassam o que se encontra estabelecido nas componentes letiva e não letiva. A tutela não quer saber do uso desmedido, sem rei nem roque, das ferramentas da telemática e da falta de respeito pelo equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar. Pouco se importa sobre as velhas e estafadas questões perniciosas da progressão e aposentação e do distanciamento em relação à valorização da carreira. E que dizer sobre a atratividade da profissão docente, num momento em que já há falta de professores nas escolas? Entretanto, o Orçamento do Estado para 2021 prossegue a gritante linha de desinvestimento na Educação, com valores percentuais face ao PIB que impedirão o atingir das metas que foram assumidas no quadro europeu, quer a nível do Ensino Superior (financiamento das instituições e na Ciência, Investigação e Inovação) e do não superior.   

 

Começa a ser insuportável e chocante a insensibilidade do ministro da Educação face ao elenco de preocupações e fragilidades e é inadmissível a não resposta aos pedidos de marcação de reunião. Não é digno de um Estado de Direito com quase meio século de vivência democrática.  O silêncio não é resposta. O silêncio é uma falta de respeito democrático pelas pessoas, pelas instituições, pelo Pais.

 

Coimbra, 17 de novembro de 2020


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